POSTAGENS DA SEMANA

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Não gosta da sua operadora de telefonia? Em breve, você terá mais opções!



Realmente, hoje temos poucas opções. Mais do que isso, as ofertas dessas empresas são bastante parecidas e, como a gente já sabe e até já mostrou aqui no Olhar Digital, a qualidade do serviço de todas elas é bastante questionável. Hoje, são mais de 200 milhões de celulares em uso no Brasil. E, todo mundo sabe que, pior do que a qualidade dos serviços oferecidos, é o relacionamento que as operadoras oferecem. Já precisou falar com o atendimento de alguma delas?

Mas, parece que existe uma luz no fim do túnel. No final do ano passado, a Anatel regulamentou a entrada das operadoras virtuais no país: as MVNO’s. Agora, outras empresas também poderão operar no setor. Para isso, basta elas se aliarem a uma operadora já existente no mercado.
Daniel Bichara, diretor de tecnologia nos explica que a MVNO nasceu como um conceito muito simples: ela utilizará a rede da operadora que já existe e vai implementar produtos e serviços em cima dela.
Basicamente é isso: nada mudará na qualidade dos serviços de voz e dados, mas o relacionamento com os clientes e até serviços extras oferecidos vão fazer a diferença na hora da escolha. A Porto Seguro foi a primeira empresa brasileira a receber autorização para atuar como telecom.
Ítalo Gennaro Flammia, diretor de TI da Porto Seguro, lista os benefícios que o serviço da empresa irá oferecer: "Queremos oferecer um produto de qualidade: um celular a um preço similar ao do mercado, com um atendimento diferenciado, muita transparência e muita simplicidade no relacionamento".
Claro, há muitas outras empresas interessadas no processo e, muito em breve, devem surgir dezenas de novas operadoras virtuais. Cada uma com uma proposta diferente.
Daniel exemplifica: "Com o MNVO, poderíamos endereçar os adolescentes, os adolescentes que gostam de um videogame, os adolescentes que gostam de um videogame de luta, os adolescentes que gostam de uma videogame de luta no Xbox e assim por diante". Ele explica que, com isso, você começa a afunilar o seu perfil. Para ele, quanto mais você reduz esse foco, melhor fica para você poder trabalhar as necessidades.
A chegada dessas novas empresas deve fazer aumentar o uso da portabilidade. Hoje, segundo a Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações, já estamos com um índice acima dos 60%. E esse número pode subir.
Mas enquanto a esperança de melhor atendimento ainda não se concretiza, você pode, pelo menos escolher a operadora baseado no que ela oferece em termos de conexão. Para ajudar na sua escolha, testamos o serviço 3G que as quatro principais operadoras de São Paulo oferecem. Quer saber quem se deu melhor? Confira o link que está jundo desta matéria.

Leia mais:
http://olhardigital.uol.com.br/produtos/central_de_videos/nao_gosta_da_sua_operadora_de_telefonia_em_breve_voce_tera_mais_opcoes

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Coca-Cola é a marca mais valiosa do mundo, revela pesquisa

SÃO PAULO – Um levantamento divulgado nesta terça-feira (4) pela Interbrand apontou as 100 marcas mais valiosas do mundo este ano. O estudo analisa os três aspectos que contribuem para o valor de uma marca:desempenho  financeiro dos produtos e serviços damarca, seu papel no processo de decisão de compra e a sua força para continuar garantindo a receita para a empresa.
A empresa que ocupa a primeira posição do ranking é a Coca-Cola. A marca de refrigerantes vale US$ 71,861 bilhões. Em seguida aparecem a IBM, com US$ 69,9 bilhões, e a Microsoft, com US$ 59 bilhões. As empresas de tecnologia foram os destaques da lista, já que, entre as 10 primeiras, elas ocupam os sete primeiros lugares. Conforme é possível conferir abaixo:
As 10 marcas mais valiosas do mundo
PosiçãoMarcaValor da marca (US$)
Coca-Cola71,861
IBM69,905
Microsoft59,087
Google55,317
GE42,808
McDonald's35,593
Intel35,217
Apple33,492
Disney29,018
10ªHewlett-Pack28,479
Mercados em destaquesO levantamento revelou ainda que as empresas da indústria automotiva e as marcas de luxo foram destaques este ano. A indústria de carros foi influenciada pelos EUA e pela China. Com isso, a Toyota (11°) mantém sua posição como a melhor marca automotiva no estudo. E como novidade, a Nissan Motor, a segunda maior fabricante de veículos do Japão e ausente das Melhores Marcas Globais desde 2007, retornou ao Ranking da Interbrand na 90° posição.
No mercado de luxo as marcas que se destacam são a Louis Vuitton (18°), Gucci (39°), Hermès (66°), Cartier (70°), Tiffany (73°), Moët & Chandon (77°), Armani (93°) e Burberry (95°).
Marcas brasileirasNa análise das 100 marcas, nenhuma é brasileira. Entretanto, o diretor da Interbrand do Brasil, Alejandro Pinedo, explica que a ausência de empresas do Brasil no ranking é temporária.
“Embora ainda não existam marcas brasileiras consideradas verdadeiramente globais, temos no Brasil várias empresas líderes mundiais em seus setores de atividade e é apenas uma questão de tempo, pouco tempo, para que as marcas destas empresas apareçam na constelação das marcas globais mais valiosas”, finaliza.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Raciocínio lógico influencia no desempenho profissional; veja como melhorar o seu

SÃO PAULO – O raciocínio lógico é uma habilidade que interfere diretamente no desempenho das atividades profissionais. Independentemente da profissão e da área em que o indivíduo atua, pensar e raciocinar de maneira crítica são competências de grande diferenciação.
De acordo com o professor da área de Lógica do Departamento de Filosofia da Unicamp (Universidade de Campinas), Marcelo Coniglio, para as pessoas em geral, o raciocínio lógico vai ser importante para identificar as propagandas enganosas, o jornalismo tendencioso e os discursos mal intencionados de políticos.
Já no exercício da profissão, seja ela qual for, será importante para identificar os truques de mercado, elaborar estratégias de captação de clientes e melhorar seu poder de argumentação e persuasão. A capacidade de raciocinar logicamente é a habilidade que vai permitir que os indivíduos consigam elaborar argumentos válidos e convincentes, importantes para convencer seus clientes, sua equipe, seu chefe e assim por diante, explica o professor.
Nesse contexto, determinadas atividades, que podem ser realizadas como lazer, poderão ser úteis para estimular e aprimorar o raciocínio lógico. Segundo o diretor do CLE (Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência) da Unicamp e autor do livro "Pensamento Crítico - O poder da lógica e da argumentação" (Walter Carnielli e Richard Epstein, Editora Rideel, 2011), Walter Carnielli, há atividades que aumentam a capacidade de atenção dos indivíduos e estimulam o raciocínio abdutivo, ou seja, aquele que permite prever e explicar situações.
Elas também podem melhorar o raciocínio inferencial – capacidade de tirar conclusões com base em situações presentes -, além de estimular a busca por hipóteses e a memória. Listamos, portanto, sete sugestões desses tipos de atividades:
1. Jogos de tabuleiro - ambos os professores concordam que os jogos de tabuleiro mais estimulantes, quando o assunto é lógica e estratégia, são o xadrez e o Go. “São jogos que estimulam o pensamento estratégico e a capacidade de prever o que o oponente pode fazer”, dizem, lembrando que há bastante conteúdo matemático nas duas opções.
2. Filmes - os filmes também podem ser ótimos estimulantes, mas com uma ressalva de Coniglio: “é preciso fugir das coisas fáceis e mastigadas e procurar os filmes que nos fazem pensar”. Segundo o professor, isso se traduz no tipo de arte conhecida como cinema inteligente, no qual os espectadores entram em contato com enredos densos e que estimulam o pensamento.
Na prática, são filmes sem histórias óbvias e que, ao final, provocam dúvidas, questionamentos e estimulam a discussão.
3. Livros  - os benefícios da leitura são inúmeros, atuando em pontos como concentração, atenção e memória. Carnielli explica que a literatura auxilia na construção de um raciocínio dedutivo, pois estimula o leitor a tirar conclusões, além de incentivar a busca por hipóteses.
Para aqueles interessados em uma leitura mais focada no assunto, há livros de enigmas, acessíveis a qualquer um, já que não são de extrema complexidade, conforme recomenda Carnielli, que contêm problemas que forçam o raciocínio lógico daqueles que tentam resolvê-los, "como os livros do lógico Raymond Smullyan, disponíveis em português", sugere o professor. 
4. Lutas  - no mundo dos esportes, certas lutas são ótimos estimulantes. O Jiu Jitsu, por exemplo, uma das mais famosas artes marciais de origem asiática, além de ser interessante para a defesa pessoal, trabalha a concentração e habilidade de prever os movimentos do oponente. Caratê também é uma boa opção.
5. Cartas - as recomendações de jogos de cartas são o pôquer e o bridge. Nesses tipos de passatempos, a estratégia é um fator muito importante. O recurso do ‘blefe’, no caso do pôquer, permite ao jogador confundir seu oponente e, assim, lidando com a estratégia e calculando probabilidades, acontece o estimulo do raciocínio lógico.
6. Sudoku e videogames - esses tipos de jogos estimulam a memória dos indivíduos. Além disso, exigem que se estabeleçam conexões lógicas para concluir os enigmas. “A resolução deste tipo de jogos requer a aplicação de técnicas de análise de casos. Se bem que, num estágio básico, o jogador está fazendo lógica e estimulando assim seu raciocínio. Com relação aos videogames, existem muitos deles que exigem resolver problemas tais como acomodação de cubos, por exemplo, o Sokoban, cuja resolução requer e estimula o uso do raciocínio lógico”, diz Coniglio.
7. Cubo Mágico – por fim, recomenda-se tentar solucionar o cubo mágico, um quebra-cabeça tridimensional que exige concentração, memória e raciocínio matemático puro, explica Carnielli.

domingo, 30 de outubro de 2011

Heidi Klum chega deitada em maca para 12ª edição de baile de Halloween

Modelo alemã surpreendeu com a chocante fantasia para a festa de Dia das Bruxas na noite de sábado (12)
QUEM ONLINE; FOTOS SPLASH NEWS
SPlash News

Heidi Klum, 38, chegou deitada em uma maca empurrada por médicos ensanguentados para a 12ª edição do baile à fantasia de Dia das Bruxas promovido anualmente por ela e pelo marido, o cantor Seal, em Las Vegas. A festa, realizada na noite de sábado (29), aconteceu na casa noturna TAO e contou com um show especial da modelo e apresentadora alemã .


Mais uma vez Heidi Klum impressionou pela criatividade na fantasia. Ao entrar deitada no tapete vermelho, a top "ressuscitou" e exibiu o esqueleto humano sem pele, como se todos os músculos estivessem à mostra. Antes da festa, Heidi resolveu brincar com a empresária e amiga Kim Kardashian, 31, no site de relacionamentos Twitter. A modelo alemã, fã das festas do Dia das Bruxas, mostrou um pedacinho da fantasia que usará este ano. "Acho que estou mais sexy que você esta noite", disse Heidi.

A brincadeira foi feita no momento em que Kim mostrava sua fantasia de Hera Venenosa, vilã do "Batman". "Estou muito assustada!", riu Kim. "Ano que vem você escolhará a minha fantasia!", disse a empresária.

SPlash News

sábado, 29 de outubro de 2011

Concessionárias de banda larga terão de obedecer velocidade minima e média

Em votação realizada pela Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), ontem, 27 de outubro, foi aprovada nova medida que estipula metas de qualidade para as concessionárias de conexão de internet banda larga no Brasil. Segundo a proposta, as empresas de telecomunicação que ofereçam serviços de internet agora deverão entregar duas metas - uma sobre velocidade mínima e outra sobre velocidade média. A resolução leva em consideração os momentos de alto tráfego.

O novo regulamento passará a valer a partir de novembro de 2012. Nas linhas abaixo, você confere o que vai mudar na sua velocidade de internet no ano que vem:

  • Novembro de 2012 - 20% mínimo e média de 60% da velocidade contratada
  • Até novembro de 2013 - 30% mínimo e média de 70% da velocidade contratada
  • Até novembro de 2014 - 40% mínimo e média de 80% da velocidade contratada

As novas regras valem para as concessionárias que possuem mais de 50 mil assinantes, estando isentas do regulamento aquelas com numero inferior de clientes. Atualmente, no Brasil, as concessionárias com mais de 50 mil assinantes são Oi/Brasil Telecom, Telefônica, NET, Ajato, Velox, GVT, para telefonia fixa; e Oi, Claro, Vivo e TIM, para telefonia móvel 3G.

A resolução também obrigará as concessionárias a manterem o sinal de conexão estável por 99% do tempo mensal (trocando em miúdos, o usuário só poderá ficar sem internet por até sete horas por mês, independente do motivo), além de as empresas fornecedoras de internet terem que contratar uma entidade de fiscalização - entidade esta que vai operar de forma independente e responderá diretamente à ANATEL.

O não cumprimento do novo regulamento acarretará multa de até R$ 25 milhões para a entidade infratora.

Atualmente, não há regra estabelecida sobre a oferta de qualidade de conexão de internet no país. O que o consumidor tem hoje é a sugestão contratual, vinda da própria concessionária, de que a empresa tem a obrigação de entregar "apenas 10% do que se foi contratado". O Olhar Digital já publicou uma matéria que trata esse assunto em maiores detalhes (assista ao final do texto).

E você? Acha que a nova regulamentação da ANATEL veio para ficar? Dê a sua opinião nos comentários abaixo. 
http://olhardigital.uol.com.br

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Sua empresa e as redes sociais


O estabelecimento de uma clientela fiel e satisfeita é, sem dúvida, um dos maiores desafios enfrentados pelos empresários, especialmente aqueles que começaram suas atividades há pouco tempo. Afinal, para alcançar esse objetivo, é preciso não apenas satisfazer o cliente, mas também convencê-lo de que o preço pago pelo serviço prestado é justo. Portanto, para poder crescer no seu empreendimento, é preciso parar para pensar nos seus clientes e na forma como divulgar os seus produtos ou serviços.

Nesse sentido, o primeiro passo a ser tomado é o de identificar quem efetivamente compõe o público alvo para os produtos ou mesmo os serviços
da sua empresa. Feito isto, está na hora de estabelecer canais para se comunicar com esse público, de forma a não só conquistá-lo, mas, sobretudo, fidelizá-lo.

Somente então é hora de investir na divulgação
dos produto ou serviço prestado por sua empresa. Um erro comum entre os empresários é o de investir na divulgação da empresa sem ter um conhecimento claro do seu público alvo. Portanto

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Steve Jobs não é brasileiro





O fundador da Apple, Steve Jobs, morreu sem ver sua empresa operar normalmente no Brasil. O americano está sendo saudado justamente como um revolucionário genial que transformou o modo como comercializamos e consumimos cultura e tecnologia. Isso é muita coisa. Mas uma coisa ele não conseguiu: fazer sua empresa ocupar o espaço que lhe cabe no fenomenal mercado brasileiro. E isso diz muito mais do Brasil do que de Jobs.
Até hoje os produtos Apple são comercializados por terceiros no Brasil, já que a empresa americana não conseguiu um modelo de negócios viável na pátria do imposto alto e de ambiente de negócios precário.
Os brasileiros pagam o dobro dos americanos ou mais para comprar os iProdutos criados por Jobs e equipe. A última cartada para a normalização da atuação da Apple por aqui foi o anúncio hiperinflado, para dizer o mínimo, da construção de uma fábrica de iPads no nosso país.
O anúncio ocorreu durante viagem de Dilma Rousseff à China, em abril passado. Na falta de qualquer resultado palpável da visita, anunciou-se com grande fanfarra e nenhuma substância que a Foxconn, empresa taiwanesa que fabrica os iProdutos, abriria uma nova fábrica no Brasil para produzi-los aqui. Era o que faltava para Dilma e o PT conquistarem a emergente classe média nacional.
Como escrevi naquela época neste espaço, a Apple não consegue vender direito seus produtos no Brasil por nossas precariedades econômicas, aciona a empresa taiwanesa que fabrica iPads e iPods na China para que os produza aqui e assim consiga driblar essas precariedades e isso ainda é vendido como um trunfo da visita de Dilma à China. Haja "spin"!
A fábrica obviamente está até hoje na promessa. Desde então, falou-se de produção inicial em novembro, depois que o BNDES financiaria o projeto de US$ 12 bilhões, depois que não haveria mão de obra qualificada no país para tocá-lo, depois que a operação começaria como as "maquiladoras" mexicanas, com os produtos somente montados aqui.
O fato é que Steve Jobs morreu, e o Brasil ainda segue excluído em grande medida da revolução Apple. Assim como seguimos com uma das conexões de internet mais caras e lentas do mundo.
São essas coisas que explicam o nosso atraso, apesar dos enormes avanços dos últimos anos, e a nossa dependência das benditas commodities (porque sem elas teríamos déficits comerciais desastrosos).
Se Jobs conseguiu transformar tanta coisa, quem sabe a comoção com sua morte ilumine a cabeça dos nossos burocratas e acelere a liberalização do mercado brasileiro de tecnologia e digital.
Taxar tecnologia é taxar o conhecimento, a inovação, o futuro. É fechar as fronteiras para Steve Jobs.
Sérgio Malbergier
Sérgio Malbergier é jornalista. Foi editor dos cadernos Dinheiro (2004-2010) e Mundo (2000-2004), correspondente em Londres (1994) e enviado especial da Folha a países como Iraque, Israel e Venezuela, entre outros. Dirigiu dois curta-metragens, "A Árvore" (1986) e "Carô no Inferno" (1987). Escreve para a Folha.com às quintas.
 O fundador da Apple, Steve Jobs, morreu sem ver sua empresa operar normalmente no Brasil. O americano está sendo saudado justamente como um revolucionário genial que transformou o modo como comercializamos e consumimos cultura e tecnologia. Isso é muita coisa. Mas uma coisa ele não conseguiu: fazer sua empresa ocupar o espaço que lhe cabe no fenomenal mercado brasileiro. E isso diz muito mais do Brasil do que de Jobs.
Até hoje os produtos Apple são comercializados por terceiros no Brasil, já que a empresa americana não conseguiu um modelo de negócios viável na pátria do imposto alto e de ambiente de negócios precário.
Os brasileiros pagam o dobro dos americanos ou mais para comprar os iProdutos criados por Jobs e equipe. A última cartada para a normalização da atuação da Apple por aqui foi o anúncio hiperinflado, para dizer o mínimo, da construção de uma fábrica de iPads no nosso país.
O anúncio ocorreu durante viagem de Dilma Rousseff à China, em abril passado. Na falta de qualquer resultado palpável da visita, anunciou-se com grande fanfarra e nenhuma substância que a Foxconn, empresa taiwanesa que fabrica os iProdutos, abriria uma nova fábrica no Brasil para produzi-los aqui. Era o que faltava para Dilma e o PT conquistarem a emergente classe média nacional.
Como escrevi naquela época neste espaço, a Apple não consegue vender direito seus produtos no Brasil por nossas precariedades econômicas, aciona a empresa taiwanesa que fabrica iPads e iPods na China para que os produza aqui e assim consiga driblar essas precariedades e isso ainda é vendido como um trunfo da visita de Dilma à China. Haja "spin"!
A fábrica obviamente está até hoje na promessa. Desde então, falou-se de produção inicial em novembro, depois que o BNDES financiaria o projeto de US$ 12 bilhões, depois que não haveria mão de obra qualificada no país para tocá-lo, depois que a operação começaria como as "maquiladoras" mexicanas, com os produtos somente montados aqui.
O fato é que Steve Jobs morreu, e o Brasil ainda segue excluído em grande medida da revolução Apple. Assim como seguimos com uma das conexões de internet mais caras e lentas do mundo.
São essas coisas que explicam o nosso atraso, apesar dos enormes avanços dos últimos anos, e a nossa dependência das benditas commodities (porque sem elas teríamos déficits comerciais desastrosos).
Se Jobs conseguiu transformar tanta coisa, quem sabe a comoção com sua morte ilumine a cabeça dos nossos burocratas e acelere a liberalização do mercado brasileiro de tecnologia e digital.
Taxar tecnologia é taxar o conhecimento, a inovação, o futuro. É fechar as fronteiras para Steve Jobs.
Sérgio Malbergier
Sérgio Malbergier é jornalista. Foi editor dos cadernos Dinheiro (2004-2010) e Mundo (2000-2004), correspondente em Londres (1994) e enviado especial da Folha a países como Iraque, Israel e Venezuela, entre outros. Dirigiu dois curta-metragens, "A Árvore" (1986) e "Carô no Inferno" (1987). Escreve para a Folha.com às quintas.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Candidatos: sites de cadastro de currículo devem ser utilizados com critério


SÃO PAULO – A internet se consolidou como o veículo mais comum na busca por uma oportunidade de emprego. Através dela os candidatos podem cadastrar seu currículo, pesquisar por vagas, divulgar seu perfil, enfim, apresentar-se ao mercado. Mas, se por um lado é importante se expor, por outro, é preciso usar as ferramentas disponíveis na internet com certo critério, evitando, principalmente, perda de tempo.
Antes de se lançar nos diversos sites de cadastro de currículo, o gerente de marketing e vendas do Vagas.com, Luis Testa, explica que é preciso observar a credibilidade dos sites. Para isso, o candidato deve primeiro entrar nos sites de grandes empresas e verificar se elas possuem links que direcionam os interessados ao ambiente da página de cadastro decurrículo.
Por exemplo, ao entrar na página de uma empresa que você gostaria de trabalhar, vá para a área ‘Trabalhe Conosco’ e veja para qual ambiente você será direcionado. Ali é possível observar qual o parceiro da empresa, o que dá maior credibilidade ao site de cadastramento de currículo. “O primeiro canal que o candidato deve consultar é o site da empresa”, avalia Testa, lembrando que isso também faz com que o interessado tenha certeza de que a vaga existe.
Busque mais informaçõesMuitos sites de currículos apenas funcionam como um concentrador de vagas, vagas estas que nem sempre existem. Assim, depois de fazer a primeira verificação sugerida por Testa, é importante também levantar informações sobre os sites de currículos em páginas específicas de reclamações, como o Reclame Aqui, por exemplo. As redes sociais também são úteis nesse sentido, lembra Testa.
Nessas páginas, observe as reclamações dos usuários, veja o que eles falam sobre os serviços, se os sites respeitam a privacidade dos candidatos e como é a qualidade do atendimento. No caso dos sites de cadastro de currículo que cobram mensalidade dos candidatos, veja o que os usuários falam sobre cobranças indevidas e se as regras de contratação do serviços são respeitadas.
No caso desses sites pgaos, o cuidado deve ser grande, principalmente, em dois pontos. De acordo com a consultora da Cia de Talentos, Irina Schuchman, verificar a credibilidade é muito importante quando se coloca os dados do cartão de crédito, já que podem ser utilizados para outros fins. Além disso, é preciso observar que muitos sites pagos oferecem um período de uso gratuito, no entanto, caso o candidato não queira seguir com o serviço, ele precisa necessariamente cancelar, caso contrário, a cobrança começa automaticamente, após o término do prazo gratuito.
Irena também comenta que um dos riscos que os candidatos correm ao se inscrever nos sites de currículo, sem verificar a credibilidade do mesmo, é a perda tempo. “Muitas empresas marcam entrevistas, falam para o candidato que se trata de uma vaga perfeita, mas para isso ele precisa pagar tantos mil reais”, observa.
Como se destacar nos sites de cadastro de currículo?
Depois de verificar a idoneidade do site selecionado, para não perder tempo se cadastrando e não ser chamado para nenhuma entrevista, vale a pena considerar algumas dicas. O diretor-geral da Trabalhando.com, Renato Grinberg, recomenda “colocar palavras que são relevantes para filtro”, com isso ele quer dizer que não se deve deixar nenhum campo no currículo em aberto. Ou seja, não importa que seu nível de inglês seja básico, coloque mesmo assim, pois se não fizer essa seleção você não vai aparecer em nenhuma busca que envolva a língua.
Outro conselho é sempre ser objetivo, lembre-se que “menos é mais”, explica Grinberg, sugerindo que os candidatos precisam pensar com a cabeça do selecionador, que recebe milhares de currículos por dia e não tem tempo de ler todos os detalhes de sua experiência profissional. Os detalhes devem ficar para a entrevista, no cadastro do currículo a estratégia correta é focar nos resultados que o profissional obteve nas posições que ocupou.
Na prática, Grinberg sugere que, ao invés de descrever suas atividades na empresa, mostre o que você fazia em termos de resultados. Ou seja, não foque no projeto que você desenvolveu, mas sim qual o resultado que esse projeto apresentou, qual o impacto dele, quanto ele gerou de lucro, receita, ganhos de cliente e assim por diante.
Se sua experiência profissional for pequena, ou mesmo nenhuma, no caso de ser seu primeiro emprego, adicione informações de projetos acadêmicos, mas sempre com a mesma lógica, ou seja, qual foi o objetivo conquistado com o projeto ou com a atividade que você desenvolveu, sempre pensando em resultados e não em descrição de tarefas.